Prêmio Gerdau Melhores da Terra apresenta empresas vencedoras na Expointer

24/08/2013

Ganhadores das categorias Novidade Expointer, Destaque e Pesquisa e Desenvolvimento são do RS, SP e PR

Neste ano, a Comissão Julgadora percorreu mais de 43 mil quilômetros e entrevistou 314 produtores para definir os vencedores da categoria Destaque

O Prêmio Gerdau Melhores da Terra, maior premiação da América do Sul para o setor de máquinas e equipamentos agrícolas, anuncia hoje, 24 de agosto, os 10 vencedores da sua 31ª edição na Expointer, sendo oito produtos e dois trabalhos científicos. Neste ano, o prêmio registrou 709 inscritos em suas quatro categorias: Novidade Agrishow, Novidade Expointer, Pesquisa & Desenvolvimento e Destaque. Para avaliar os inscritos na categoria Destaque, que avalia equipamentos em uso há, no mínimo, um ano, a Comissão Julgadora visitou 226 cidades do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e entrevistou 314 usuários.

“O Prêmio Gerdau Melhores da Terra reconhece anualmente o que há de melhor no setor de máquinas e equipamentos agrícolas, como forma de incentivar a evolução tecnológica e contribuir para a maior produtividade no campo. O atual crescimento da produção agrícola, que possibilitará o alcance de um novo recorde da safra de grãos, e o aumento no preço de commodities, como soja e milho, torna o momento propício para investimentos em soluções que colaborem com a qualidade de vida do produtor rural, aliando inovação e qualidade”, afirma o Diretor-Presidente (CEO) da Gerdau e Coordenador-Geral do Prêmio, André B. Gerdau Johannpeter.  

De acordo com o coordenador da Comissão Julgadora e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Renato Levien, a grande diversidade de máquinas e equipamentos analisada reflete a boa fase do agronegócio brasileiro. “A cada edição, o prêmio busca incentivar ainda mais a inovação, a segurança operacional, a excelência e o aperfeiçoamento tecnológico de máquinas e equipamentos agrícolas. Dessa forma, procuramos contribuir continuamente com o desenvolvimento do agronegócio no país”, destaca.  

Desde a primeira edição do prêmio, em 1983, já foram mais de 845 mil quilômetros percorridos, com um total de 4.987 inscritos, cerca de sete mil usuários entrevistados e 242 troféus concedidos.  

Em 2013, a premiação contou com a parceria da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná, Associação Brasileira de Engenharia Agrícola (SBEA), Instituto Argentino de Normalização e Certificação (IRAM), Feira Agrishow (SP) e Feira Expointer (RS).

Os troféus dos vencedores desse ano serão entregues no dia 28 de agosto, às 11h30, na usina Riograndense, localizada em Sapucaia do Sul (RS).

V​encedores

Categoria Destaque

Na divisão Agricultura de Escala, dois equipamentos foram premiados. O Troféu Ouro ficou com a Plataforma para colheita de milho Bocuda, fabricada pela Indústria de Implementos Agrícola Vence Tudo Ltda, de Ibirubá (RS).  

O equipamento é versátil à medida que permite a colheita de milho em diferentes espaçamentos e número de fileiras. A plataforma é reconhecida por sua robustez, simplicidade na operação, na regulagem e na manutenção, além de apresentar boa relação custo-benefício. Proporciona elevado rendimento operacional, com reduzidas perdas na colheita. Atualmente, é uma das mais utilizadas em todas as regiões produtoras de milho do Brasil e outros países do Mercosul, devido à sua confiabilidade e assistência técnica de qualidade. 

O Troféu Prata da divisão Agricultura de Escala da categoria Destaque foi concedido a Cycloar – Exaustão e aeração de silos e armazéns, fabricada pela Provent do Brasil Metalúrgica Ltda, de Curitiba (PR).   

O Cycloar constitui-se em um equipamento de exaustão e aeração que auxilia na conservação de grãos armazenados em silos e armazéns, reduzindo a condensação do vapor d’água e contribuindo para a manutenção da temperatura adequada no interior do silo. Assim, proporciona um ambiente mais favorável à conservação dos grãos, evitando a deterioração por pragas e fungos. Além disso, reduz a necessidade da aeração forçada do silo, o que reflete em significativa economia de energia elétrica.

A divisão Agricultura Familiar também conta com dois vencedores. O Troféu Ouro foi concedido ao Sistema de Alimentação Automático para Suínos, fabricado pela GSI Brasil Indústria e Comércio de Equipamentos Agropecuários Ltda, de Marau (RS).   

O destaque do sistema é a automatização da alimentação de suínos confinados, pois fornece ração em doses e horários pré-programados, segundo a necessidade de cada lote da pocilga. O sistema de alimentação trouxe grandes benefícios aos usuários criadores de suínos, como redução significativa de mão-de-obra, qualidade da alimentação e menos estresse aos animais, uma vez que todos são alimentados ao mesmo tempo. Ademais, melhora a conversão alimentar dos animais e o aproveitamento da ração.  

O vencedor do Troféu Prata foi o Derriçador de Café DCM-11, da Brudden Equipamentos Ltda, de Pompéia (SP).  

O equipamento agiliza a colheita de café, processo para o qual a oferta de mão-de-obra tem sido cada vez mais escassa. Por meio do contato mecânico com a planta, o derriçador provoca o desprendimento dos grãos, reduzindo o esforço manual e minimizando os danos à planta. Também possibilita maior ganho financeiro do trabalhador, à medida que aumenta a sua capacidade de colheita. Outro destaque é a possibilidade da operação em áreas com declive, onde outras formas de colheita mecânica não seriam possíveis.  

Categoria Novidade Expointer  

O equipamento vencedor do Troféu Ouro da divisão Agricultura de Escala foi a Semeadora Pneumática Quadra Venta, fabricado pela Kuhn do Brasil Implementos Agrícolas S.A., de Passo Fundo (RS).  

Semeadora de grande porte, com sistema pneumático de distribuição de sementes inédito no Brasil, o equipamento foi desenvolvido para a cultura do arroz irrigado, podendo também semear cereais de inverno, canola e pastagens.  Um dos seus diferenciais é o transporte das sementes por fluxo de ar até o solo, com elevada precisão de distribuição entre as linhas. Possibilita a semeadura em áreas com presença de taipas, mantendo a profundidade de deposição das sementes, e incorpora a tecnologia Isobus, o que possibilita a operação por diferentes tratores na agricultura de precisão. Seu chassi articulado permite a redução da sua largura para o transporte em estradas rurais.  

O Troféu Prata em Agricultura de Escala foi para a semeadora-adubadora articulada Macanuda Fertilizante, fabricado pela Indústria de Implementos Agrícola Vence Tudo Ltda, de Ibirubá (RS).  

A Macanuda Fertilizante é uma semeadora de grande porte que se destaca, principalmente, pela desativação da distribuição de sementes e fertilizantes em secções por meio do reconhecimento de áreas já semeadas, evitando desperdício desses insumos. Também apresenta chassi articulado para transporte, reduzindo sua largura para tráfego em estradas rurais. A máquina pode ser configurada para distribuição individual de até dois tipos de fertilizantes. Além disso, tanto as sementes quanto os fertilizantes podem ser distribuídos em taxa fixa ou variável.  

O vencedor do Troféu Ouro da divisão Agricultura Familiar foi o Trator Estreito Cabinado modelo 1155, da Agritech Lavrale S.A. Maquinário Agrícola e Componentes, localizado em Indaiatuba (SP).  

A Agritech Lavrale apresenta como diferencial a produção em série do primeiro trator estreito com cabine fabricado no Brasil. O modelo 1155 possui cabine que oferece conforto e segurança ao operador, especialmente quando utilizado em pulverizações de produtos fitossanitários em culturas perenes com espaçamento reduzido entre fileiras.   

O vencedor do Troféu Prata foi o Encanteirador de Discos e Lâminas para Acabamento do Terreno, da Metalúrgica Quatro Irmãos Ltda, de Camaquã (RS).  

Trata-se de um equipamento simples, constituído por discos e lâminas, que constrói, simultaneamente, drenos e camalhões. Dessa forma, configura o terreno permitindo retirar o excesso de água para viabilizar a implantação e condução de culturas de sequeiro, como soja e milho, em rotação com o arroz irrigado. O emprego desse equipamento possibilita a ampliação do uso dessas áreas, aumentando a rentabilidade para o produtor.   

Categoria Pesquisa e Desenvolvimento 

A categoria dedicada aos trabalhos acadêmicos tem dois vencedores. Entre os pesquisadores, o trabalho reconhecido foi “Desenvolvimento de um sistema para a colheita de mandioca”, que tem como autor principal o engenheiro agrícola Paulo Roberto Abreu de Figueiredo, do Instituto Agronômico do Paraná. O estudo apresenta o projeto de um sistema modulado de colheita, que busca facilitar o arranquio e a separação da rama e da raiz da mandioca no momento da colheita.   

A mecanização das operações para a colheita é uma das mais importantes etapas da produção de mandioca, por demandar muita mão-de-obra e esforço físico no arranquio e apresentar riscos de acidentes no despinicamento, geralmente feito de forma manual, com auxílio de facão. O desenvolvimento de equipamentos alternativos, capazes de realizar a colheita em todas as etapas, representa um avanço significativo nesse processo. Com a mecanização da colheita, há economia de tempo, diminuição do esforço humano e do risco de acidentes, proporcionando maior conforto na operação. O sistema proposto realiza as etapas de afofamento do solo, arranquio e o despinicamento da mandioca numa só operação. Nos ensaios realizados o equipamento apresentou desempenho satisfatório, indicando que poderá se constituir numa alternativa viável para a colheita mecanizada da mandioca.    

Já no nível Estudante, a Comissão Julgadora selecionou como vencedor o trabalho “Sistema de aquisição de baixo custo para combate à ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar”, cujo autor principal, Alex L. Guedes, é engenheiro eletricista pós-graduando da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. A equipe responsável pelo trabalho desenvolveu um sistema para captar e disponibilizar ao agricultor dados climáticos que indicam a probabilidade de ocorrência de ferrugem em plantação de cana-de-açúcar, doença que já dizimou produções em diversos países.   

A doença ferrugem alaranjada pode causar sérios problemas na cultura de cana-de-açúcar, com redução significativa de sua produtividade. É uma doença de fácil e rápida disseminação nas lavouras, necessitando de controle rápido e eficiente, pois é influenciada por condições climáticas favoráveis, como temperatura, umidade e precipitação. Hoje, há estações agrometeorológicas que abrangem grandes áreas, com restrições para um monitoramento localizado das condições climáticas em microrregiões ou em propriedades. O sistema desenvolvido propicia um alerta para que o agricultor possa tomar decisões, no momento ideal, para o controle da ferrugem da cana e mesmo de outras culturas, como a soja.   

Sobre a Gerdau  

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços longos especiais do mundo. Com mais de 45 mil colaboradores, possui operações industriais em 14 países – nas Américas, na Europa e na Ásia –, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões de toneladas por ano. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. Com de mais de 130 mil acionistas, a Gerdau está listada nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.  

Assessoria de Imprensa  

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